por: Leonardo Moraes
Foto: Canva
Um estudo do King's College London colocou as IAs mais famosas do mundo em simuladores de guerra. O resultado foi assustador e levanta uma questão urgente: as máquinas são pacíficas ou tendem ao caos absoluto?
Durante os testes, ChatGPT, Claude e Gemini assumiram o papel de líderes de superpotências em uma crise estilo Guerra Fria. O objetivo era observar como elas tomariam decisões sob pressão e alto risco.
O resultado foi alarmante: as IAs escalaram os conflitos com ameaças nucleares em 95% das simulações. Para os modelos, a detonação atômica foi vista como "apenas mais um degrau" na estratégia de combate.
O modelo Claude recomendou ataques em 64% dos jogos. Já o ChatGPT evitou o pior em cenários abertos, mas quando pressionado por prazos curtos, passou a considerar a guerra nuclear em larga escala como opção.
O Gemini Flash mostrou-se imprevisível. Em uma simulação, sugeriu um ataque total em apenas quatro jogadas, afirmando: "ou vencemos juntos ou perecemos juntos". A lógica humana de preservação pareceu inexistente.
Surpreendentemente, as IAs ignoraram todas as opções de paz. Mesmo com táticas de rendição ou concessão disponíveis, os sistemas trataram o recuo como algo "reputacionalmente catastrófico" para o país.
Por que isso ocorre? Cientistas acreditam que a IA não tem o temor emocional humano. Sem o peso ético da história, a IA concluiu que o uso de armas nucleares é a forma mais lógica de vencer, custe o que custar.