por: Leonardo Moraes
Foto: Canva
O Brasil consolidou-se como o principal campo de batalha para cibercriminosos na América Latina, refletindo uma digitalização acelerada que nem sempre é acompanhada pelas devidas barreiras de proteção e segurança.
Essa vulnerabilidade faz com que o país concentre sozinho 84% de todas as tentativas de ataques da região, somando o número astronômico de 315 bilhões de investidas contra sistemas públicos e privados apenas este ano.
Ao olharmos o cenário mundial, ocupamos a temida 7ª posição entre as nações mais visadas, ficando logo atrás de potências como Estados Unidos e Reino Unido na mira de quadrilhas globais.
O cerco é alimentado por 309 bilhões de ataques do tipo DDoS, focados em paralisar serviços, além de um crescimento explosivo do ransomware, que sequestra dados sensíveis de hospitais, redes de varejo e prefeituras.
O motivo desse interesse é a nossa economia digital pulsante; a conveniência do Pix e a rápida expansão dos bancos digitais criaram um ecossistema lucrativo e extremamente atrativo para os golpistas.
No entanto, o investimento corporativo em defesa não acompanha esse volume de ameaças, gerando um descompasso que deixa portas abertas para invasões que podem paralisar o funcionamento de setores inteiros em segundos.
Quais os números que assustam? A escala do cerco digital. A resposta definitiva é que sofremos mais de 315 bilhões de ataques apenas em 2026; o Brasil virou o maior laboratório de crimes devido à sua massa conectada.