O Google lançou no Brasil, em 27 de outubro de 2026, os Perfis na Busca para criadores de conteúdo e veículos de comunicação. A página reúne publicações de diferentes plataformas e pode ser compartilhada com o público.
Para quem acompanha um criador, o recurso facilita encontrar artigos, vídeos e posts recentes em um lugar. Para quem publica, oferece uma forma de apresentar seus canais e informações sem depender de um único resultado isolado da pesquisa.
A possibilidade de reivindicar um perfil, porém, ainda tem critérios. O anúncio inicial não promete uma página editável imediatamente para toda pessoa com site ou conta em rede social.
O que são os Perfis na Busca?
São páginas dedicadas a criadores e veículos no Google. Segundo o anúncio do Google Brasil, elas destacam conteúdos publicados em diferentes serviços e permitem reunir avatar, biografia, site, redes sociais e canais de vídeo.
A proposta é ajudar o leitor a reconhecer uma fonte e chegar a seus conteúdos mais recentes. Uma página de perfil não equivale a uma avaliação de qualidade feita pelo Google para cada publicação exibida.
O recurso também não substitui o site ou o canal original. Ao encontrar um perfil, confira o endereço de destino antes de seguir um link, sobretudo quando houver páginas com nomes parecidos.
Quem já pode reivindicar a própria página?
Nesta primeira fase, o Google diz que produtores com público expressivo em ao menos uma das principais plataformas de vídeo ou redes sociais podem reivindicar a página e personalizá-la. O comunicado não apresenta uma quantidade universal de seguidores como garantia de aprovação.
Uma solicitação pode gerar a criação de um painel de informações para usuários qualificados. Quem já tem esse painel poderá vê-lo aprimorado com avatar, conteúdos recentes e ligação para o novo perfil, conforme as condições aplicadas pelo serviço.
Isso significa que um criador pequeno não deve presumir elegibilidade apenas por manter um blog, nem comprar serviços que prometam ativação garantida. Vale consultar as instruções oficiais exibidas na Busca para o próprio perfil.
Como um leitor encontra e acompanha esses perfis?
Em dispositivos móveis, o Google cita três caminhos: o painel de informações de um criador ou veículo na Busca, um toque no nome do autor no Discover ou um link direto para a página de perfil.
O leitor pode seguir uma fonte pelo perfil. Isso aumenta as chances de ver o conteúdo dela no Discover, segundo a empresa, mas não garante que cada artigo ou vídeo apareça no feed.
Quem procura contexto para uma notícia ainda deve conferir o conteúdo original e as fontes. Já explicamos como o Google destaca links e fontes na Busca com IA, outra mudança que interfere na descoberta de informação.
O perfil ajuda um site a aparecer mais?
O Google fala em maior facilidade para o público acompanhar conteúdos e em aumento das chances de exibição no Discover quando alguém segue a fonte. Não fornece uma promessa de posição na Busca, volume de visitas ou receita.
Para um veículo, o valor imediato está em manter identidade e links corretos. Publicar conteúdo útil e verificável continua sendo uma tarefa separada da configuração da página, assim como corrigir uma informação antiga em um artigo.
O novo perfil reúne posts de redes sociais ao lado de artigos e vídeos. Por isso, faz sentido revisar avatar, descrição e endereços antes de reivindicar uma página, para que o leitor não seja enviado a contas desatualizadas.
O recurso já vale para todos os países?
O lançamento anunciado em 27 de outubro é no Brasil. O Google diz que pretende expandir a novidade para mais editores e criadores pelo mundo futuramente, sem fixar um calendário universal no comunicado.
Se você usa a Busca para encontrar recomendações de aplicativos, lembre-se de distinguir o perfil de quem publica de uma análise independente do produto. Em nosso material sobre novidades da Google Play, mostramos por que comentários comunitários não substituem informações oficiais.
O passo prático é simples: procurar seu nome ou veículo pelo celular, verificar se existe um painel correspondente e seguir apenas as orientações de reivindicação mostradas pelo Google. Para leitores, vale experimentar o botão de seguir e conferir os canais associados.
